segunda-feira, 31 de maio de 2010

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Tudo que se passou
Sem sentido tornou-se
Logo o alvorecer tomou a praia
E eu ainda na areia, apenas relembrando
O que não aconteceu.

O fulgor de teus olhos
O brilho em tua boca - como a quis.

Tornei-me único ao ver meu desejo
Quase tornar-se realidade - não ocorreu.

Mesmo assim na areia (testemunha de imensa beleza)
Continuei e presenciei aquela mancha negra
Penetrar o sol - ainda baixo
Tornavam-se únicos, o sol e a nau.

Meus olhos nos teus - ideais quase revelados
Apenas nas expressões, nos falávamos...
Nunca saberei...
Quando chegaremos tão perto novamente.

Um número, um nome.
Tudo que tenho a guardar de você
Ainda sim, um sorriso, um olhar...
Hei de recortar de minhas lembranças
E te ver uma vez mais, nesta noite.


SAMO

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